No carnaval de 2026, o bloco Commanche do Pelô está completando 52 anos de existência e resistência. Segundo bloco de índios mais antigo em atividade no Carnaval de Salvador, atrás apenas do Apaxes do Tororó, fundado em 1968, a agremiação vai levar para seu desfile o tema “Catarina Paraguaçu: Mulheres Pretas Indígenas Commancheiras”.
Desde a sua fundação em 1974, o Commanche do Pelô vem mantendo símbolos da cultura indígena em adereços e pinturas dos foliões. Este ano, para contar sua história na folia momesca, o bloco quer colorir o circuito Osmar (Campo Grande/Avenida) com quinze alas formadas por seus associados usando cocares, rostos pintados, fantasias e alegorias.
Contemplado pelo Edital Ouro Negro, que neste ano está investindo R$17 milhões garantindo a participação de blocos e entidades culturais em eventos que agitam o verão baiano e carnaval, o Commanche entende a importância do apoio as entidades de raízes culturais que reúnem artistas, dançarinos, cantores, sambistas.
Legado e importância
“O nosso trabalho é feito para além do Carnaval e o apoio institucional é de fundamental importância. Nosso bloco infantil, formado por netos e filhos, por exemplo, está completando 12 anos. É uma geração que vai continuar a nossa história, manter viva a nossa cultura”, disse Jorginho Commancheiro, que dirige o bloco.
Desfile do Commanche do Pelô
Domingo – 14/02 – às 14hs, no circuito Osmar (Campo Grande/Avenida) com a Banda Commanche, Banda Samba do Pretinho, Jorginho Commancheiro e Edinho Alodê.
Segunda-feira – 15/02 – às 11h, no circuito Osmar (Campo Grande/Avenida) com Commancheerê, versão infantil, com animação Banda Commancheerê Kids e o cantor Dan Mocidade.
Terça-feira – 16/02 – Caminhada da Paz, às 16h, no circuito Osmar (Campo Grande/Avenida), com a Banda The Play, cantor e compositor Jorginho Commancheiro e convidados
Venda das fantasias
Dinheiro, Pix ou Débito – Individual R$100,00, e Casadinha R$180,00
Crédito até 5 parcelas – Individual R$120,00, e Casadinha R$200,00
