Um sepultamento simples em cemitério particular custa, em média, a partir de R$8 mil no Brasil. Se a opção for pela cremação, o valor médio inicial gira em torno de R$4 mil apenas pelo procedimento, sem incluir cerimônia, traslado ou outros serviços. Diante desses custos, cada vez mais famílias têm recorrido aos planos funerários, que transformam uma despesa imediata e elevada em mensalidades acessíveis.
Hoje, no mercado baiano, há planos familiares com valores a partir de R$89,90 por mês, capazes de atender vários integrantes de uma mesma família. Em alguns casos, como convênios com categorias profissionais, o valor pode ser ainda menor. Servidores públicos do Estado da Bahia, por exemplo, podem contratar planos individuais a partir de R$29,90, graças a um convênio entre o Campo Santo Familiar e a Fetrab – Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia.
Planejamento financeiro
A antecipação do serviço permite transformar um gasto elevado e inesperado em um custo mensal previsível, reduzindo o impacto financeiro para as famílias. Para o gestor de projetos do Campo Santo Familiar, Eduardo Fernandes, essa previsibilidade é um dos principais fatores que explicam o crescimento da procura.
“Quando o serviço precisa ser contratado de última hora, os custos são imediatos e geralmente altos. O plano funerário transforma essa despesa em algo planejado e suave, permitindo que a família não tenha que lidar com um impacto financeiro significativo justamente em um momento de dor”, afirma.
Crescimento do setor
O aumento da procura acompanha a expansão do setor funerário no Brasil. Segundo estimativas do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), o segmento movimenta cerca de R$13 bilhões por ano.
No Campo Santo Familiar, essa tendência também aparece nos números. De acordo com a empresa, houve crescimento de aproximadamente 70% na venda de planos familiares entre 2024 e 2025.
Mudança de comportamento do público
Para Jorge Brito Neto, supervisor de Sucesso do Cliente do Campo Santo Familiar, a maior procura revela também uma mudança cultural no modo como as famílias encaram o planejamento financeiro.
“A gente percebe que esse crescimento mostra uma mudança no jeito que o baiano encara o futuro. Hoje as famílias entendem que o plano funerário vai além de um serviço para o fim da vida; ele representa responsabilidade e cuidado com quem fica”, afirma.
Segundo ele, a pandemia de Covid-19 contribuiu para ampliar essa percepção, ao expor muitas famílias a perdas inesperadas e aos custos financeiros e burocráticos envolvidos nesse processo.
Benefícios em vida
Além da cobertura funerária e cemiterial, os planos passaram a incluir vantagens utilizadas ainda em vida. No caso do Campo Santo Familiar, os contratos permitem incluir até dez pessoas em um único plano e oferecem benefícios como descontos em consultas e exames no Hospital Santa Izabel, serviços odontológicos e exames laboratoriais.
Para especialistas do setor, o planejamento funerário tende a ganhar cada vez mais espaço à medida que as famílias buscam previsibilidade financeira e organização patrimonial, evitando que um momento de perda seja agravado por despesas inesperadas. “Planejar não significa atrair o fim, mas garantir dignidade e tranquilidade para quem a gente ama”, resume Jorge Brito.
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