Cineasta Roque Araújo será homenageado na Sala de Cinema Walter da Silveira

O cineasta baiano Roque Araújo será homenageado nesta quarta (07), a partir das 17h, na sala de Cinema Walter da Silveira, nos Barris. A sessão contará com a exibição dos filmes Recordar é Viver (dir.: Roque Araújo), Roque Santeiro (de Caó Cruz Alves) e o lançamento do cordel Com Roque na mão e uma ideia na cabeça, Glauber fez os filmes, de Franklin Maxado. O acesso é liberado ao público, com entrada gratuita.

Renomado cineasta, conhecido em toda Bahia por sua paixão pelo cinema e por seu inestimável acerto audiovisual, Roque Araújo nasceu no dia 12 de abril de 1937 no bairro da Ribeira, em Salvador, de frente para o cinema Jandaia. Em 1958, entrou para o cinema quando, na época, havia feito um curso de eletromecânica no SENAI, e posteriormente estagiou na Secretaria de Viação e Obras Públicas do Estado da Bahia, onde firmou seu trabalho na área de elétrica.

Acompanhou as gravações do filme Redenção, de Roberto Pires, e permeou diversas filmografias baianas, como  A Grande Feira (direção Roberto Pires, 1961), Barravento (direção de Glauber Rocha, 1961) e O Pagador de Promessas (direção de Anselmo Duarte, 1962). Com a participação em Deus e o Diabo na Terra do Sol (direção Glauber Rocha, 1963) foi convidado por Glauber a realizar a montagem da película no Rio de Janeiro, ficando por 30 anos fora de Salvador.

Ao longo de sua carreira, Roque fez quase tudo no cinema: realizou trabalhos em direção de fotografia, iluminação e elétrica; foi motorista, ator e também diretor geral, dentre outros. Como diretor do Sindicato dos Técnicos da Indústria Cinematográfica, esteve envolvido na regularização da lei 6.5333 em 1974, que definia a função de cada profissional da área de cinema e os direitos da classe.

Foto de capa: Lucas Malkut / Ascom Funceb