Os estudantes da Escola Municipal do Pau Miúdo, um dos bairros mais populosos da capital baiana, começaram a semana com as atenções voltadas para a importância da capoeira como ferramentas de inclusão social e os benefícios da prática do esporte. A aula inaugural do projeto “Tamo na Escola”, na manhã desta segunda-feira (13/4) reuniu profissionais de educação, os baixinhos do ensino infantil, fundamental e o EJA, além do Mestre de Capoeira, o cantor e compositor Tonho Matéria, idealizador do projeto.
Contemplado no Edital 006/2024 Capoeira Viva nas Escolas 2ª Edição, Fundação Gregório de Matos – FGM, Secult/Setur e Prefeitura de Salvador, o projeto “Tamo na Escola” tem como objetivo oferecer a crianças, jovens e adultos, momentos de formação, desenvolvimento das habilidades e capacidades cognitivas e liberação das energias; resgatando os valores, a memória cultural e a identidade do nosso povo, e integrando-os na sociedade, sem preconceitos, a fim de preparar o corpo e mente para a vida.
O projeto, com atividades sempre às terças e quintas-feiras até o mês de junho, quer mostrar a capoeira como educação e linguagem corporal e oral. “Queremos que a criançada possa vivenciar e somar aprendizado e valores dentro da educação. A capoeira possibilita a descoberta dos limites corporais, controla as emoções, estimula os sensoriais através da musicalidade e trabalha a linguagem corporal e oral”, disse Tonho Matéria.
Autoestima e capoeira como esporte e cultura
Desenvolvido pela a Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, o projeto quer contribuir para a formação da autoestima, assim como incentivar a prática da capoeira como arte, cultura e meio de integração social, cultural, artística e esportiva. Além de realizar Intercâmbio cultural com outras manifestações artísticas, oferece aulas práticas e teóricas de capoeira e atividades socioeducativas confecção de instrumentos, dança afro, samba de roda, maculelê, puxada de rede, percussão, artesanato infantil, rodas de capoeira feminina, música (toques, cantigas de roda, recital poético através de composição de músicas de capoeira, roda de conversa sobre a história e cultura afro-brasileira, africana e indígena).
Foto: divulgação
