Com a chegada do Dia das Mães, um tema importante ganha espaço: os impactos da gestação e do parto no corpo feminino, especialmente na saúde íntima. Muitas mulheres passam a conviver, no pós-parto, com escapes de urina ao tossir ou rir, sensação de peso na região pélvica, dor na relação sexual e dificuldade para retomar atividades físicas, sintomas frequentemente naturalizados pela rotina materna.
Especialistas alertam que essas queixas não devem ser tratadas como “normais depois de ser mãe”. A fisioterapia pélvica surge como importante aliada na prevenção e recuperação dessas disfunções, fortalecendo a musculatura do assoalho pélvico e promovendo mais conforto, segurança e autoestima.
Mães adiam o autocuidado em prol da família
Segundo a fisioterapeuta Priscila Barreto, muitas mães priorizam todos ao redor e adiam o autocuidado. “A mulher costuma colocar as próprias necessidades em último lugar, mas cuidar da saúde pélvica também é qualidade de vida. Não é preciso conviver com escapes urinários, dor ou desconforto por anos”, afirma. O acompanhamento pode beneficiar mulheres no puerpério recente e também mães que tiveram filhos há muitos anos e ainda convivem com sintomas. “Sempre é tempo de buscar tratamento e se reconectar com o próprio corpo”, destaca Priscila Barreto.
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