medicina esportiva

Ortopedista destaca avanço da medicina esportiva e redução da recuperação

Atletas de alto rendimento têm hoje uma nova perspectiva diante de lesões que, até pouco tempo, significavam longos períodos afastados das competições. Com os avanços da medicina esportiva, já é possível reduzir o tempo de recuperação e, em muitos casos, evitar procedimentos cirúrgicos mais invasivos, um fator decisivo em calendários esportivos cada vez mais intensos, como o de uma Copa do Mundo.

A evolução dessas técnicas tem impacto direto na performance e na longevidade esportiva. Assim, permitindo que o atleta retorne mais rapidamente às atividades e mantenha o nível competitivo. “Estamos falando de atletas que dependem do próprio corpo como ferramenta de trabalho. O tempo de recuperação, o alívio da dor e a melhora da função são fatores críticos para que possam seguir competindo em alto nível”, destaca o ortopedista David Sadigursky, especialista em joelho e trauma do esporte.

Entre essas estratégias, destacam-se as terapias biológicas voltadas à recuperação de lesões musculoesqueléticas que ajudam a modular a inflamação, favorecer o ambiente intra-articular e estimular a cicatrização dos tecidos.

Apesar dos avanços, David ressalta que os resultados estão diretamente ligados a uma abordagem integrada. “É importante deixar claro que o uso dessas tecnologias deve englobar um tratamento multidisciplinar, com reabilitação, fisioterapia, fortalecimento muscular e correção biomecânica, sempre considerando as particularidades de cada paciente”, reforça.

Diretor do Centro de Estudos em Terapias Celulares da Omane, David Sadigursky destaca que a tendência é de ampliação do acesso a essas tecnologias. Para ele, a combinação entre inovação e abordagem multidisciplinar marca uma transformação no cuidado com atletas e também com pacientes que convivem com dor crônica, desgaste articular ou lesões de difícil cicatrização.

Foto: reprodução