A expectativa de uma safra brasileira positiva não tem reduzido a preocupação dos produtores rurais com a imprevisibilidade climática. Pelo contrário. Em um cenário marcado por veranicos, chuvas irregulares e temperaturas cada vez mais extremas, cresce a busca por tecnologias capazes de reduzir riscos e garantir estabilidade na produção.
Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, embora o fenômeno El Niño provoque impactos na agricultura mundial, as perspectivas para a soja permanecem favoráveis. O banco destaca que eventuais perdas em regiões da Ásia e da África tendem a ser compensadas por ganhos de produtividade em grandes produtores, como Brasil, Estados Unidos e Argentina. Estudos citados no relatório apontam que, durante anos de El Niño, a produtividade média global da soja pode aumentar entre 2% e 5%, favorecida pelas condições climáticas nesses países.
Investimento
No Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país, a resposta dos produtores é investir em infraestrutura para aumentar a resiliência das propriedades. Assim, a região já é reconhecida como o maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil. Portanto, concentrando mais de 330 mil hectares irrigados, o equivalente a cerca de 82% de toda a área irrigada do estado
O avanço da irrigação acompanha o crescimento da agricultura regional. Atualmente, o Oeste baiano cultiva cerca de 1,9 milhão de hectares de soja. A área encerrou a safra 2024/2025 com a maior produtividade das últimas três décadas. Portanto, um resultado associado à adoção crescente de tecnologia, manejo de precisão e sistemas que proporcionam maior segurança hídrica às lavouras.
Irrigação na gestão rural
Para o CEO da Brasmáquinas, Kristyan Mota, esse cenário demonstra que a irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta para elevar a produtividade e passou a integrar a estratégia de gestão das propriedades rurais.
“O produtor investe cada vez mais em sementes de alto potencial, fertilizantes, genética e manejo. Não faz sentido deixar todo esse investimento dependente exclusivamente do clima. A irrigação proporciona previsibilidade, reduz riscos e permite que a lavoura expresse seu máximo potencial, mesmo diante das oscilações climáticas que têm se tornado cada vez mais frequentes”, diz ele.
Eficiência hídrica
Além de minimizar perdas provocadas por estiagens e distribuição irregular das chuvas, a irrigação contribui para maior eficiência no uso da água, melhora o aproveitamento dos fertilizantes e oferece maior estabilidade na produção ao longo das safras.
Segundo o gerente da unidade da Brasmáquinas em Luís Eduardo Magalhães, Murilo Cardoso, esse comportamento se percebe no dia a dia da empresa. “Temos observado produtores cada vez mais preocupados em proteger seu investimento. A irrigação passou a fazer parte do planejamento estratégico das fazendas, independentemente do tamanho da propriedade. Quem investe hoje busca não apenas produzir mais, mas produzir com maior previsibilidade, segurança e rentabilidade”, afirma Murilo.
Sobre a Brasmáquinas
Com mais de 30 anos de atuação no mercado, a Brasmáquinas desenvolve projetos personalizados de irrigação, fornece equipamentos de alta tecnologia e oferece assistência técnica especializada em todas as etapas, do dimensionamento à manutenção dos sistemas. Com matriz em Guanambi (BA) e unidades em Bom Jesus da Lapa (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Janaúba (MG), a empresa atende produtores do Oeste baiano, Norte de Minas e outras importantes regiões agrícolas, contribuindo para uma agricultura mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
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