Para celebrar a força das mulheres negras e salvaguardando memórias ancestrais, As Ganhadeiras de Itapuã preparam mais um momento marcante dos seus 22 anos de trajetória. Assim, lançam o álbum intitulado “Samba de Mar Aberto”, que chega às plataformas digitais no dia 27 de julho. No mesmo dia, às 17h, uma transmissão ao vivo vai reunir gestores, músicos e parceiros para falar sobre os bastidores de gravação. Além disso, sobre a preparação do show de lançamento, estimado para acontecer no mês de outubro, na nova sede do grupo que está sendo construída nas imediações da Lagoa do Abaeté.
Durante a live, o público vai conhecer o processo de construção do segundo álbum, a escolha das músicas, arranjos, sua concepção artística, processo de preparação vocal, as parcerias que engrandeceram o projeto, entre outras curiosidades.
Info
Com produção musical de Alê Siqueira, direção musical e arranjos de Amadeu Alves, o novo álbum conta com projeto gráfico assinado pela Editora Solisluna. A fotografia é de Ricardo Martins, texto de apresentação por Danilo Barata, e arte da capa produzida por Dona Edsoleda Santos. Ela é uma artista local de mais de 80 anos de idade que também assina os desenhos que estão presentes no Museu Virtual Casa de Ganho.
“O samba de mar aberto é o sotaque, o jeito, a identidade da música de beira de praia nessa região da Bahia, que está ligado às demais matrizes de samba da Bahia, como o samba do recôncavo, a chula, o samba do sertão, mas tem sua marca registrada agora com essa denominação, além de incluir no nosso balaio sonoro outros toques de terreiro, de blocos afros, de ciranda, maracatu, e até o frevo, que faz parte da musicalidade baiana”, conta Amadeu Alves, Diretor Musical do grupo.
Variedade de ritmos
“No Samba de Mar Aberto cabe a ciranda, o maracatu, o samba de roda tradicional, a música religiosa, mantras, reggae, xote, xaxado, baião, samba duro, sambão, pagode, samba de terreiro, afoxé, ijexá, salsa, música clássica… É como se o mar fosse um gigantesco caldeirão onde a diversidade se harmoniza, cabendo o que a gente quiser”, ressalta Edvaldo Borges, produtor geral do novo álbum, em parceria com Jenner Salgado e Salviano Filho.
Formado por senhoras, crianças e músicos locais, nascido da vontade coletiva de resgatar, valorizar e fortalecer a riqueza da identidade cultural do bairro de Itapuã, o grupo se caracteriza por uma combinação única de tradição e contemporaneidade, conquistando corações multigeracionais por onde passam. Canções praieiras, cantigas e cirandas, fruto do coro de mais de 20 vozes femininas, resgatam memórias e dão ritmo às saias de chita dessas mulheres que, movidas pela força de suas raízes, impressionam nos palcos.
O projeto de gravação do álbum teve contemplação nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
História e premiações
Dessa maneira, com música, dança e teatro, As Ganhadeiras de Itapuã reforçam a cultura tradicional de raízes brasileiras. Atualmente, em um trabalho carregado de originalidade, alegria e brasilidade. Em atividade desde 2004, sempre relacionando o antigo trabalho de ganho com o que o grupo faz levando sua musicalidade pelo mundo afora, o primeiro CD teve lançamento em 2014 e, como resultado, acabam vencendo nas categorias de Melhor Grupo Regional e Melhor Álbum de Música Regional no 26º Prêmio da Música Brasileira de 2015. As artistas ainda colecionam o troféu de melhor produção na categoria Show do Prêmio Caymmi de Música (2015). Também receberam um convite de honra durante o encerramento das Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro.
Em 2019 o grupo gravou o DVD Ganhadeiras de Itapuã: Uma História Cantada, com a participação de vários artistas e parceiros de jornada. Assim, a trajetória do grupo se tornou a grande inspiração para Unidos da Viradouro. A escola de samba, ao contar a história das Ganhadeiras para todo o Brasil, saiu vencedora no Carnaval 2020 do Rio de Janeiro. O feito foi após 23 anos sem ganhar o título.
Trajetória
Em 2021, em parceria com a Solisluna Design Editora, aconteceu a inauguração do Museu Virtual Casa de Ganho. O espaço dedica-se a contar a história do grupo. Além disso, a proporcionar uma experiência imersiva na história, tradição e contemporaneidade do samba, de Itapuã, da Bahia e do Brasil. Entre muitas outras ações, em 2023 o grupo realizou o relançamento do álbum na versão vinil no Cine Glauber Rocha. Em 2024 e 2025, realizaram a turnê por cinco capitais brasileiras, passando por Recife-PE, Brasília-DF, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP e Salvador-BA.
Acompanhe As Ganhadeiras de Itapuã nas redes: @asganhadeirasdeitapua
Foto: divulgação
