Lençóis se transformou, mais uma vez, em território de encontros na Chapada Diamantina. Neste domingo, o evento se despediu com centenas de pessoas que dançaram e cantaram ao som de Cidade Negra e da cantora Larissa Luz, no Palco Lençóis, na Praça Horácio de Matos. Na abertura do palco principal, a Filarmônica Lyra Popular de Lençóis também emocionou o público durante a noite.
Sob o tema “Cante, Plante e Proteja a”, a 27ª edição do evento abraçou o Festival de Culturas Populares da Chapada Diamantina, ampliando sua programação com um espaço dedicado às tradições e expressões culturais, estabelecendo, com sucesso, um diálogo entre música, cultura popular, sustentabilidade e identidade regional.
O público também prestigiou a série de mesas-redondas, ocupando todo espaço montado no Mercado Cultural. Na programação do Festival de Lençóis, outra novidade é o espaço de mesas de conversa. As pessoas interagiram com os participantes da roda de ideias, que discutiu os temas que sustentam a identidade da Chapada, da ancestralidade ao meio ambiente.
Programação com focco no meio ambiente
Na sexta (4), o tema “Meio Ambiente e Patrimônio” reuniu o Mestre em Ciências Ambientais, Delmar Araújo; e o superintendente do IPHAN, Hermano Queiroz; com mediação do jornalista James Martins. Já no sábado, a conversa girou em torno do tema “Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural”, com participações de Dona Maninha do Quilombo do Remanso, Sandoval Amorim, seu filho Pedro Rangel, integrantes do Terreiro de Jarê Palácio de Ogum e Todos os Orixás, com mediação da jornalista e pesquisadora Cleidiana Ramos. No domingo, o encerramento foi com a palestra “A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza”, com o escritor Alexandre Coimbra.
“Encerramos a 27ª edição com um saldo muito positivo. É um evento que se consagrou na Bahia e consegue unir música à natureza. Este ano, também tivemos plantio de plantas nativas, que é de uma grandiosidade porque, além de estar aqui usufruindo da beleza da Chapada Diamantina, a pessoa contribui com esta ação. Estou muito feliz com esta edição, pois a Paula Viola e sua equipe têm um enorme prazer em realizar esse festival”, festeja Paula Resende, idealizadora e realizadora do Festival de Lençóis.
Destacando a fauna e flora da Chapada Diamantina, a identidade visual do Festival de Lençóis foi muito elogiada por moradores e turistas. A arte, assinada pela designer gráfica Maíra Vilas Boas, é resultado de muita pesquisa sobre a natureza da região. Também, ainda, sobre conversas com guias turísticos que conhecem e vivenciam esse território.
Identidade e natureza
“A partir de imagens reais da natureza, desenvolvi ilustrações que se tornaram protagonistas nessa identidade e deram origem a um universo visual próprio para esta edição. Também busquei referências na arquitetura de Lençóis, incorporando elementos como os arcos presentes no Mercado Cultural e em algumas janelas da cidade. O objetivo foi reunir diferentes aspectos que ajudam a construir a identidade do lugar”, revela Maíra.
A designer conta que outro aspecto importante foi o diálogo com a cenografia, desenvolvida por Eliseu, da SSa Cenografia. Ele foi responsável por toda a concepção do palco. Além disso, os visuais do LED, feitos por VJ Eric Santana, permitiram que a identidade visual conversasse diretamente com todos os espaços.
O Festival de Lençóis 2026 contou com patrocínio da Bahiagás e do Banco do Nordeste – BNB, além do apoio da Prefeitura de Lençóis. Idealizado e produzido pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, o evento reuniu cerca de 30 mil pessoas ao longo dos três dias. Dessa forma, contribuindo para o fortalecimento da economia local. A expectativa é de que o festival movimentou aproximadamente R$ 12 milhões no município.
Foto: Ascom
