Mangangá em Moçambique: capoeiristas mostram trabalho educativo

Uma comissão formada por capoeiristas baianos da Associação Sócio-Cultural e de Capoeira – Bloco Carnavalesco Afro Mangangá está em viagens pela região sudoeste da África. Em Maputo, capital de Moçambique, os representantes mostram sua arte como forma de resistência e identidade cultural brasileira reconhecida mundialmente. Assim, como prática que une o esporte, educação e arte.

Durante as apresentações das ações e atividades culturais, os integrantes do projeto “Capoeira e Tambores de África – Intercâmbio Cultural”, em parceria com a Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), participaram da Agenda de Economia Criativa e Intercâmbio Cultural Moçambique/Brasil, da Feira Internacional de Maputo – FACIM. Na apresentação da feira, estiveram acompanhados da primeira-ministra Maria Benvinda Levy. Além dela, do Secretário de Estado do Governo de Maputo, Sr. Vicente Imede. Na ocasião, trocaram conhecimentos, experiências e boas práticas, identificação de oportunidades de cooperação entre os dois países, com foco na Bahia e na capital baiana.

Mais eventos internacionais

Além de participar da Feira Internacional de Maputo, um dos maiores eventos do setor comercial multissectorial, que nesta 61ª edição debateu “Transformação Digital e Energia Rumo a uma Economia Sustentável”, a comissão comandada pelo Mestre Tonho Matéria também esteve por Matola, Boane e Xai-Xai. Ali, mostrou o trabalho da capoeira como instrumento de transformação social, educação e inclusão que muda o destino de jovens em comunidades vulneráveis. “A Mangangá completou 25 anos de fundação dando oportunidades a meninos e meninas carentes através de cursos profissionalizantes. Junto com a equipe do contramestre Nuno Mandingueiro, que dirige a sede da Mangangá em solo africano, apresentamos de que forma podemos avançar na promoção da igualdade entre os povos”, disse Tonho.

Atividades como rodas de capoeira e conversas sobre a vida política de Samora Machel, oficinas musicais e berimbaladas chamaram a atenção das autoridades locais. A convite da Embaixada do Brasil, em Moçambique, a comissão participou das celebrações da Independência do Brasil em Maputo. Ao lado do Embaixador Ademar Seabra da Cruz Junior, Tonho Matéria apresentou o som dos berimbaus como forma transmissora das manifestações étnicas culturais e tradicionais de aprendizado. Dessa forma, que perpetuam a cultura e a ancestralidade histórica social de um povo. O projeto de viagem da Mangangá pela África conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia. Assim, através do Fundo Cultural, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Foto: Ascom