Confira checklist na irrigação antes de aumentar ritmo da safra

Ritmo da safra precisa de ações prévias ao seu aumento – Com a aproximação da safra 26/27, a preparação da propriedade vai além do planejamento do plantio e da compra de insumos. Para produtores que dependem da irrigação, este também é o momento de verificar se o sistema está preparado para o aumento da demanda por água e para jornadas mais longas de funcionamento.

A recomendação é que essa avaliação seja feita antes de o sistema entrar em ritmo intenso de operação. Problemas que parecem pequenos durante a entressafra podem se transformar em falhas justamente quando a água se torna essencial para o desenvolvimento das culturas.

“Com o início da safra, o sistema de bombeamento passa a trabalhar com maior frequência e por períodos mais longos. Por isso, é importante verificar antecipadamente bomba, motor, quadro elétrico, tubulações, conexões e demais componentes, garantindo que todo o conjunto esteja preparado para atender à demanda de água”, explica Márcio Souza, gerente de produtos da Brasmáquinas.

Mais do que saber se a bomba está funcionando

A revisão deve considerar o sistema de irrigação como um todo. Além da bomba e do motor, é importante verificar cabos, conexões elétricas, quadros de comando e proteção, tubulações, válvulas e possíveis vazamentos.

Também é necessário conferir se a vazão e a pressão entregues pelo sistema continuam adequadas à necessidade da propriedade. Uma bomba pode estar funcionando normalmente e, ainda assim, apresentar perda de eficiência.

“Nas bombas submersas, a qualidade da alimentação elétrica, o dimensionamento das proteções, cabos e conexões e as condições hidráulicas de funcionamento merecem atenção especial. O equipamento precisa trabalhar dentro da faixa adequada de vazão e altura manométrica prevista para aquele modelo”, afirma Souza.

Queda de desempenho é sinal de alerta

O próprio comportamento do sistema pode indicar que existe algum problema. Redução de vazão, queda de pressão, aumento do consumo de energia, desarmes frequentes, ruídos, vibrações fora do normal e alterações no funcionamento do motor são alguns dos sinais que merecem investigação.

Outro indicativo é quando o sistema passa a levar mais tempo para entregar a mesma quantidade de água de antes.
A manutenção preventiva ajuda a identificar desgastes, problemas elétricos, obstruções e alterações hidráulicas antes que evoluam para uma parada completa. Durante a safra, esse cuidado ganha ainda mais importância, já que uma bomba parada pode significar horas ou até dias sem irrigação em um momento decisivo para a cultura.

Queda de desempenho é sinal de alerta

Eficiência começa no dimensionamento
A preparação para a nova safra também é uma oportunidade para verificar se o sistema continua adequado à realidade da propriedade. O dimensionamento da bomba deve considerar a vazão necessária, a altura manométrica, as características da instalação e a demanda do sistema de irrigação.

Uma bomba superdimensionada ou trabalhando fora da faixa recomendada pode aumentar o consumo de energia e reduzir a vida útil do equipamento, impactando nas medidas de aumento do ritmo da safra.

A conservação das tubulações e conexões, a redução de perdas de carga e o uso correto de cabos e proteções elétricas também contribuem para um sistema mais eficiente. Em instalações que permitem controle de rotação, os inversores de frequência podem auxiliar no controle da operação e no uso mais eficiente da energia.

“O objetivo não é apenas evitar que a bomba pare, mas fazer com que ela entregue a quantidade de água necessária utilizando a energia da forma mais eficiente possível. Por isso, o acompanhamento de vazão, pressão e comportamento elétrico do conjunto deve fazer parte da rotina”, destaca o gerente de produtos da Brasmáquinas.

Foto: Ascom